BR registra volume de vendas 2,4% maior no 2º trimestre

No primeiro resultado divulgado após a privatização, companhia lista dez iniciativas para aumentar rentabilidade

Em resultado divulgado no dia 31/07 ao mercado, a BR registrou crescimento de 2,4% no volume de vendas no segundo trimestre de 2019, em comparação ao trimestre anterior, tanto em diesel como no ciclo Otto, mesmo considerando o impacto negativo de menores volumes comercializados de produtos de aviação e de óleo combustível, reflexo do encerramento das operações/restrições operacionais em clientes. Em comparação com o 2T18, o volume permaneceu estável.

O EBITDA Ajustado foi impactado negativamente pelo menor lucro bruto no 2T19, atingindo R$ 541 milhões (R$ 54/m³) no período, um aumento de 6,5% na comparação com o 2T18 e uma redução de 35,7% em relação ao 1T19.

Na comparação trimestral em 2019, a margem EBITDA unitária reduziu-se de R$ 86/m³ no 1T19 para R$ 54/m³ no 2T19, refletindo primeiramente menores margens de comercialização praticadas ao longo dos meses de abril e maio, numa estratégia de busca de aumento de volume de venda nos segmentos de revenda e grandes consumidores. Essa estratégia, já revista a partir de junho, segue em aperfeiçoamento como parte e em consonância com as 10 iniciativas da agenda de valor da BR, divulgadas durante o follow on. Adicionalmente, a queda na comparação trimestral foi impactada pela diferença de variação nos estoques (R$ 16/m³).

Já na comparação semestral, a margem EBITDA unitária média do 1S19 ficou em R$ 70/m³, portanto, em linha com a margem EBITDA média do 1S18 (R$ 64/m³) e também em linha com a média do ano completo de 2018 (R$ 62/m³), sobretudo ao se considerar que o ano de 2018 não tinha ainda o impacto positivo no EBITDA da adoção do IFRS 16 de aproximadamente (+R$ 4 /m³).

Com relação ao lucro líquido, a BR apresentou um resultado de R$ 302 milhões no trimestre, 14,8% maior que o 2T18 e 36,7% menor que o 1T19. No acumulado do ano de 2019, a companhia atingiu R$ 779 milhões, 52,7% acima do mesmo período de 2018.

Follow on - Em 26/07, foi concluída a oferta secundária de ações da BR detidas pela sua controladora. A Petrobras colocou à venda 393.187.500 ações, o equivalente a 33,75% do capital total da companhia, reduzindo sua participação de 71,25% para 37,5%. Dessa forma, a BR se tornou uma companhia privada.

“Esse foi um importante marco na história da companhia que gera inúmeras possibilidades de potencializar sua agenda de criação de valor, com maior agilidade, flexibilidade e foco. A companhia tem plena confiança no potencial de suas pessoas, na qualidade de seus ativos, na abrangência de suas relações comerciais e na força de suas marcas”, explica o presidente da BR, Rafael Grisolia.

Ele destaca ainda que a BR tem como objetivo fundamental seguir com as dez iniciativas que deverão trazer um novo nível de rentabilidade a seus negócios, conforme apresentado durante o roadshow com investidores: um eficiente sistema de pricing, melhora do sourcing de produtos, otimização logística, gestão de despesas, desenvolvimento e gestão de pessoas, marketing e relacionamento, gestão de ativos, conveniência, lubrificantes e serviços financeiros e de fidelidade. Essas informações estão detalhadas em www.ri.br.com.br.

Liderança - A BR é líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e lubrificantes, com mais de 7.700 postos de serviço com sua bandeira, atuando também com as franquias de conveniência BR Mania e Lubrax+. No mercado B2B, seu portfólio inclui aproximadamente 14 mil grandes clientes, em segmentos como aviação, asfaltos, transporte, produtos químicos, supply house e energia.