Coque Verde de Petróleo

Derivado direto do petróleo, tem grande potencial de utilização industrial

O coque verde de petróleo (CVP) é um produto sólido, obtido a partir do craqueamento de óleos residuais pesados em unidades de conversão de resíduos denominadas Unidades de Coqueamento Retardado (UCR). Nesses locais é feita a destruição de resíduos da destilação de petróleo, principalmente resíduo de vácuo, com o objetivo de obtenção de derivados claros. Como coproduto desse processo é obtido o coque verde de petróleo.


Existem dois tipos principais de CVP: o esponja e o agulha. O primeiro é gerado a partir de óleos residuais de destilação a vácuo, em que a carga da unidade pode também ser transformada em óleos combustíveis e asfalto. Já o segundo é obtido a partir de óleos aromáticos pesados, normalmente gerados em processo de conversão térmica (alcatrão de craqueamento térmico) e/ou catalítico (óleo decantado de FCC). O primeiro tipo é o mais comum em todo o mundo, atingindo cerca de 90% da produção mundial e é aquele produzido pelas unidades da Petrobras.
 

Baixo teor de enxofre

A principal característica do CVP produzido nas refinarias da Petrobras é o baixo teor de enxofre. O CVP BTE (teor de enxofre inferior a 1%) nacional tem um elevado teor de carbono fixo, possui estabilidade química (não explosivo, não reativo e com alto ponto de ignição), é insolúvel em água e possui baixo teor de cinzas e de compostos voláteis.

Aplicações

A aplicação do CVP em cada segmento industrial é feita de acordo com a combinação de suas características com o processo industrial. O mercado onde o coque verde de petróleo tem aplicação é muito extenso. É um dos produtos derivados direto do petróleo com o maior potencial de utilização industrial.

 

Principais segmentos industriais onde o CVP pode ser utilizado são:

  • Siderurgia (sinterização, pelotização, alto-forno, fabricação de coque metalúrgico, PCI)
  • Abrasivos (carbeto de silício)
  • Ferro-gusa
  • Ferro-ligas
  • Carboníferas
  • Cerâmica
  • Cimenteira
  • Termelétricas a carvão
  • Fundição
  • Calcinação
  • Gaseificação
  • Secagem de grãos
  • Indústria Química

A redução na demanda por óleo combustível, devido ao aumento da disponibilidade do gás natural, e a crescente demanda por produtos claros (gasolina e diesel) alavancaram o desenvolvimento da produção de CVP, aumentando a sua disponibilidade e tornando-o um substituto do carvão em muitas aplicações metalúrgicas e energéticas.

 

Características Gerais do CVP – Petrobras Distribuidora:

CARACTERÍSTICA UNIDADE LIMITE MÉTODOS DE ENSAIO - ASTM
Umidade % massa 12,0 máx. D3173/ D4931 / D7582
Matéria volátil % massa (*) 15,0 máx. D3175/ D4421 / D6374 / D7582
Cinzas % massa (*) 0,50 máx. D3174 / D4422 / D6374 / D7582
Enxofre % massa (*) 1,0 máx. D1552 / D6376 / D4239 / D5016 / D5453
Carbono Fixo % massa (*) 84 min D3172 / D7582
Poder Calorífico Sup. (PSC) cal/g 8400 min D3286 / D5865
Hard Groove Index (HGI) - 60 min D5003
Granulometria mm 200 máx.  

 


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